quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Top 10 - AGOSTO


Agosto, mês do desgosto. Para quem acredita, esse é o mês do azar, onde tudo está fadado a dar errado. É o mês em que Jason, Chuck, Hannibal, Carrie e Freddy Krueger se reúnem para bolar um plano infalível. Onde os mortos vivos se levantam, os espíritos aparecem e serra-elétricas são ligadas. O mês mais sombrio do ano. Foi em agosto que se iniciou a I Guerra Mundial, que Getúlio Vargas e Juscelino Kubitscheck morreram tragicamente, que os EUA jogaram a bomba atômica no Japão, que Glauber morreu, que foi construído o muro de Berlim e que o Reinaldo Azevedo, da Veja, nasceu.

É por isso que o Top 10 de agosto é dedicado aos filmes que representam o gênero de terror, horror, suspense. Os que dão medo e calafrios.


Mas tudo isso, é claro, é só para quem acredita. :)


O bebê de Rosemary (Rosemary´s Baby) – Estados Unidos (1968)
Direção: Roman Polanski
Um clássico do cinema. Um filme classificado como de “terror”, mas que se aproxima mais do suspense, da tensão, ou de alguma classificação ainda não definida. O roteiro, sim, é aterrorizante. Mas o desenvolvimento não se aproveita de sustos prontos, pré-fabricados. Ele trabalha a crescente tensão, até um desfecho arrebatador. E tudo isso, sem errar a mão na parte estética do filme.






Carrie, a estranha (Carrie) – Estados Unidos (1976)
Direção: Brian de Palma
Professor, passe esse filme na sua escola, e seus alunos nunca mais farão bullyng com os coleguinhas.










O iluminado (The shining) – Inglaterra/EUA (1980)
Direção: Stanley Kubrick
É Kubrick. É Jack Nicholson. E é Jack Nicholson com cara de maluco entre um buraco na porta. E é também o barman, as gêmeas, o gurizinho no carrinho. É um clássico!









Poltergeist: o fenômeno (Poltergeist) – Estados Unidos (1982)
Direção: Tobe Hooper
Um “tosco-movie” bem anos 80. Mas, que não deixa de obrigar os mais sensíveis a dormirem de luz acesa.










A hora do pesadelo (A nightmare on Elm Street) – Estados Unidos (1984)
Direção: Wes Craven
Um dos maiores personagens do terror: Freddy Krueger. Rubro-negro de carteirinha, sempre com sua camisa do Vitória, seu chapeuzinho de caipira, suas mãos de Edward Mão de Tesoura e seu rosto de Tevez. Se quiser viver, não durma. Se for dormir, não sonhe. Freddy vai te pegar!







Brinquedo assassino (Child´s Play) – Estados Unidos (1988)
Direção: Tom Holland
Outra figurinha carimbada: Chuck. Depois dele, a infância de muitos não foi mais a mesma. Qualquer boneco, qualquer inocente brinquedo poderia trazer consigo uma maldição. Até mesmo o boneco do Fofão – há quem jure – guardava nas costas uma faca.








O silêncio dos inocentes (The silence of the Lambs) – Estados Unidos (1991)
Direção: Jonathan Demme
O adorável Dr. Hannibal Lecter! Um dos filmes de terror (Horror? Suspense?) mais inteligentes já feitos. Um roteiro muito bem elaborado, com uma direção extremamente feliz e com Anthony Hopkins cravando seu nome na história com esse personagem inconfundível. Clássico!







A mão que balança o berço (The hand that rocks the cradle) – EUA (1992)
Direção: Curtis Hanson
Dessa lista, talvez seja o mais modesto. Mas esse filme era figurinha carimbada na madrugada. Um suspense tenso. Pais e mães de filhos pequenos: NÃO assistam esse filme.









Os outros (The others) – EUA/Espanha (2001)
Direção: Alejandro Amenábar
Grande sucesso, pau a pau com “O sexto sentido”. De arrepiar, fechar as cortinas, abrir as cortinas. Tenso, misterioso e com um final excelente.









O misterioso assassinato de uma família (Atrocious) - Espanha (2010)
Direção: Fernando Barreda Luna
Filme de baixíssimo orçamento, no estilo de “Rec” e “A Bruxa de Blair”. Vi muitas críticas negativas, mas o achei bastante interessante. Muitas cenas de susto, um roteiro bem bolado, uma tensão que em alguns momentos te faz virar o rosto para não se assustar com a cena e um final bem interessante. Além disso tudo, ele é tratado como se fosse baseado em uma história real.







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*Pacote com o torrent de todos os filmes e suas respectivas legendas ("Brinquedo Assassino" ainda vem com os 5 filmes da série)

79 – Que Viva México! (Da Zdravstvuyet Meksika) – União Soviética (1979)


Direção: Sergei Eisenstein
Depois de revolucionar a edição cinematográfica com as montagens de Potenkin e A Greve, o diretor soviético Sergei Eisenstein, foi para Hollywood testar sua capacidade na Indústria Cinematográfica. Ignorado pelos produtores de filmes americanos, Eisenstein, Grigory Alexandrov e o Dir. de Fotografia Eduard Tisse, maravilhados com a etnia, geografia e a diversidade cultural mexicana, começaram a filmar um documentário altamente estilizado do povo e da sociedade volátil do México. Infelizmente, por problemas financeiros o diretor não conseguiu editar o filme.
Em 1979, com longas anotações, desenhos (story board) de próprio punho, e rigorosa orientação do mestre Eisenstein, Alexandrov conseguiu finalizar a melhor e definitiva versão e a mais próxima possível do projeto inicial.



O que seria – é – não deixa de ser – o último filme de Eisenstein. Ainda que não tenha sido dele a montagem final, justamente onde consistia sua genialidade.


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terça-feira, 21 de outubro de 2014

78 – O estranho mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas) – Estados Unidos (1993)


Direção: Henry Selick
Fábula natalina ao estilo de Tim Burton, mostra monstro da terra do Halloween tentando reproduzir o natal em sua cidade. Nem que para isso precise sequestrar o papai-noel.


Produção de Tim Burton. Um clássico da animação, feito no começo da década de 1990, onde a tecnologia hoje nos parece ser pré-histórica. Ainda assim, Henry Selick conseguiu fazer um filme que não deve nada aos realizados nos anos 2000. E ainda, de quebra, com o protagonista em crise existencial. Mais um filme infantil para gente grande e vice-versa.


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domingo, 19 de outubro de 2014

77 – Corpo congelado (Mrtav´ladan) – Sérvia (2002)


Direção: Milorad Milinkovic
Lemi e Kiza são os irmãos que foram encarregados de levar seu avô morto de Belgrado para Vrsac, tendo gasto todo o seu dinheiro, eles decidiram contrabandear o corpo em um comboio.


Um besteirol sérvio. Do estilo de “um morto muito louco”.


Um tanto longo, dando voltas demais e um pouco previsível. Tira alguns risos, dá um pouco de graça, mas é bem fraquinho.


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sábado, 18 de outubro de 2014

76 – Gandhi (Gandhi) – Inglaterra (1982)


Direção: Richard Attenborough
Biografia de Mahatma Gandhi, advogado indiano que liderou seu país de maneira pacífica contra os ingleses e se tornou um dos mártires do século 20 e um dos líderes mais seguidos e citados de todos os tempos.

Simplesmente inspirador.


Gandhi faz com que até o pior dos pessimistas recupere um pouco a fé na humanidade e nas possibilidades de transformações. Esse filme me fez perceber que pouco sei sobre a vida a atuação política de Gandhi. Que atrás daquele homem franzino, existiu um grande estrategista. Um dos mais importantes do século XX. Se alguém me recomendar alguma obra literária que desvende um pouco mais os seus mistérios, eu agradeço.


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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

75 – Serviço (Serbis) – Filipinas (2008)


Direção: Brillante Mendoza
Nanay Flor é a matriarca da família Pineda, que mantém em funcionamento um cinema com sessões duplas de filmes pornô. Todos da família trabalham ao lado de Nanay Flor: a filha Nayda, o genro Lando e a filha adotiva Jewel, além dos sobrinhos Alan e Ronald. Na medida em que os personagens são apresentados, vamos conhecendo os pecados de cada um - a começar por Nanay Flor, que mantém um casamento bígamo.



O dia-a-dia de cortiço filipino, onde funciona um cinema pornô. “Serviço” é o que é oferecido aos frequentadores, aos espectadores.

Nesse ambiente, o sexo é naturalizado. E as relações pessoais e familiares são um emaranhado. Nessa espécie de comunidade está a matriarca, que enquanto tenta dar conta de seus próprios problemas e dramas, tem que garantir a ordem e o equilíbrio do cortiço, das pessoas, do cinema.


Um filme moralmente ousado, feito para provocar.


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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

74 – Os fuzis (idem) – Brasil (1963)


Direção: Ruy Guerra
Um grupo de soldados é enviado ao nordeste do Brasil para impedir que cidadãos pobres saqueiem armazéns por causa da fome.


Bela obra do cinema brasileiro. A primeira que assisto do diretor Ruy Guerra, já despertando a vontade de conhece-lo mais.

A sinopse já diz muito. O filme diz muito mais. Sertão, câmera que persegue as reações dos personagens, luz estourada. Uma população morrendo de fome, enquanto a polícia protege os armazéns. Isso já basta para repensarmos nossas relações sociais e para que(m) serve a polícia.

Que esse tempo do Nordeste faminto fique apenas no passado e no cinema.


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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

73 – Aguirre, a cólera dos deuses (Aguirre, der zorn gottes) – Alemanha (1972)


Direção: Werner Herzog
Algumas décadas após a destruição do Império Inca o explorador Gonzalo Pizarro envia uma expedição para uma arriscada missão, encontrar e tomar posse do tão sonhado e enigmático "El Dorado", um lugar cheio de ouro e riquezas. Deixando as montanhas do Peru, os conquistadores rumam em direção ao rio Amazonas, e logo começam a enfrentar os perigos e dificuldades da traiçoeira selva. Além disso, obcecado e louco por riqueza e poder, Don Lope de Aguirre passa a liderar o grupo. E, em meio a sua total insanidade, parte com a expedição de conquistadores para uma bizarra jornada rumo ao desconhecido.



Clássico do diretor Werner Herzog e do ator Klaus Kinski.

A obra se destaca por dois principais elementos. Primeiro, a força histórica que originou a narrativa: uma expedição pelas selvas peruanas, em 1541. Em busca de El Dorado, uma suposta cidade rica em ouro, um grupo de conquistadores espanhóis se aventurou pelo rio Amazonas. Ninguém voltou. No entanto, uma jóia rara foi encontrada: o diário do Frei Gaspar de Carvajal, que acompanhava a expedição.

O segundo elemento fundamental do filme é a forma com que Herzog representa esse fato histórico. O diretor não se fixou apenas em contar uma história, mas retratar o psicológico e delírios dos personagens.

Um grande filme!


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domingo, 12 de outubro de 2014

72 – Os Bastardos (Los Bastardos) – México (2008)


Direção: Amat Escalante
Um dia na vida dos personagens Jesús (Jesús Moisés Rodríguez) e Fausto (Rubén Sosa), dois imigrantes ilegais do México que sobrevivem aceitando os trabalhos que lhe são oferecidos. Suas vidas vão se cruzar com a de Karen (Nina Zavarin), quando aceitam o trabalho para matá-la.

O meu primeiro filme desde que voltei da viagem, acompanhado de dois argentinos que conheci em Manaus.

Eu poderia gastar algumas palavras para emitir minha opinião sobre esse filme, mas prefiro dizer que ao final da película eu disse para os argentinos: “perdón”. E ele me respondeu: “eu nunca na minha vida vou te perdoar por isso”.

Mas depois fiquei matutando, talvez eu que seja burro demais para entender esse filme catastrófico.


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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

71 – Hitchcock (Hitchcock) – Estados Unidos (2012)


Direção: Sacha Gervasi
A trama, situada durante as filmagens do clássico de 1960 "Psicose", narrará o romance entre o icônico diretor Alfred Hitchcock (Anthony Hopkins) e sua esposa e parceira Alma Reville (Helen Mirren).

Assisti esse filme após cruzar a fronteira do Ecuador com Colombia, partindo de Ipiales rumo a Bogotá. O filmou passou no ônibus em que eu estava, dublado em espanhol.

Honestamente, achei esse filme abaixo de minhas expectativas. Afinal de contas, o título do filme é suficiente para gerar grandes expectativas. Hitchcock é um gênio! É um prazer único ver cada uma de suas obras, a cada filme uma nova descoberta.

No entanto, justamente os elementos que fazem o diretor um gênio, não foram utilizadas pelo diretor. Não que eu esperasse genialidade semelhante da direção, mas ele poderia ter ousado um pouco mais, como o fez na última sequencia do filme – uma ótima sacada, que poderia ter tido mais dessas ao longo do filme. De qualquer forma, o diretor optou por priorizar a narrativa e apresentar ao espectador um “lado B” de Hitchcock: seu lado pessoal e sua relação com sua esposa.

Ficou um pouco novelesco em alguns momentos, mas ainda assim acho que é um filme fundamental para aqueles que, assim como eu, são fãs de Hitchcock. Mas para aqueles que conhecem pouco do diretor, sugiro que antes vejam algumas de suas principais obras, sobretudo “Psicose” e “Os Pássaros”.



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